segunda-feira, 12 de março de 2012

SOBRE O AMOR DE UM TDAH


Sempre pensei em comentar sobre este tema, mas é o que pouco me convém escrever. Não sei oque falar, não sei como falar, muito menos se eu “consigo” falar sobre isso...

 É um assunto tortuoso para mim, mas em um blog de um Escritor TDAH, encontrei um post que revela muito sobre isso não com muitas palavras, talvez  possam se identificar assim como eu:




Já falei isso aqui: sou um covarde. De verdade. E isso vai justificar tudo o que eu vou dizer agora. Eu preferia que não tivesse acontecido. De verdade. O idiota que falou que é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado, não sabe o tamanho da besteira que falou. Ainda mais pra gente que nem eu, idiota, que não sabe cortar laços e fica sempre com pontas soltas. Gente que nem eu, que deposita todas as fichas ao primeiro sinal desse sentimento, embora, como disse Gibran, “espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; e quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim”. E foi o que aconteceu. A espada não só feriu, decepou.
Um sentimento que não me deixou em paz durante muito tempo, mas que agora tenho que me livrar dele o quanto antes. De preferência, antes do almoço, por que não agüento mais. Isso que dá, se eu fosse normal não tinha disso, todo escritor é assim, meio aviadado, meio atormentado, vivendo tudo como se fosse morrer antes do fim de semana. Mas nem todo mundo faz – ou entende – isso. Já pensei diferente disso, mas hoje em dia, eu abriria mão de todas as lembranças boas, só pra acordar amanhã e não ter as lembranças ruim, nem esse gosto amargo de nocaute na boca.
Eu devia ter dado ouvidos ao resto do mundo, inclusive à ela, e ter desistido. Mas não, mania de Dom Quixote, bater em moinhos achando que tá fazendo grande coisa. Mania idiota de tentar sempre até o final. Perder assim dói muito mais do que perder por pontos. E dói por muito mais tempo. Mas uma hora eu aprendo. Pelo menos eu espero. Bom, é isso. Esse é o último texto desse blogue. Vou fechar ele. E não vai ter mais blogue. Nem teimosia, nem esse papo de “morrer lutando”. Nada disso. Vou ser um cara normal agora, que não liga no dia seguinte, não manda flores, não lembra de aniversário, não escreve cartas, mas também não chora, não fica como eu to agora, não sofre tanto, e consegue esquecer rápido. É uma troca justa. That´s all, folks.”


(Obs: Como a maioria dos TDAH'S, ele desistiu do blog, mas voltou depois)

FONTE: http://www.euemeuegogrande.com/

ARTIGO - NO MUNDO DA LUA COM BASES CIENTÍFICAS

Estou a caminho de casa, do nada olho para o chão e vejo um caderno de jornal,
Geralmente passaria direto, isso se não tivesse lido um título em negrito escrito numa parte: "NO MUNDO DA LUA..."
Acabei nem ligando se alguem ia me ver catando jornal velho no meio da calçada, e peguei (ainda bem que tinha ninguem perto quando chequei após pegar o jornal)

Li a coluna, gostei e vim postar... (CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR O TAMANHO DELA)

FONTE: REVISTAAG DE A GAZETA (4 DE MARÇO DE 2012)

segunda-feira, 5 de março de 2012

PEREGRINANDO (13) AUTO ANÁLISE DE UM TDAH


Desde que descobri o TDAH eu ando pesquisando e vendo quais as minhas tendências que são provenientes do DDA, e assim as identifico quando acontecem e tento reprimilos colocando na minha cabeça que o que estou sentindo não é algo racional e sim biologico.

Frustração: Eu ja estou acostumado a engolir muito sapo durante meus dias, ou seja, se for algo rotineiro, eu ate esqueço em no maximo meia hora, agora se for algo incomum, eu realmente fico muito sentido durante tempos... A unica saida que tenho para isso é esperar passar.


Depressão: Meus dias utimamente estão melhorando a todo vapor, entretanto, do nada eu fico triste, e sem querer associo essa tristeza a coisas bobas. O jeito é respirar fundo e me acalmar, pois não caio maias facilmente nessa.

Vicio em prazer: Quantas vezes chego em casa, estou cansado, e mesmo assim quero ir jogar algo.... isso é realmente algo dificil de lidar...


Vicio em emoções/conquistas: Ja lutei para conseguir várias coisas, e só depois percebi que eu me matava para conseguir coisas que ao chegar lá, se não valiam o esforço que tive, não eram aquilo tudo que eu imaginava, hoje me seguro bem antes de partir em caça ao tesouro.


Ansiedade: Um dos meus maiores defeitos é não saber esperar. As vezes, se algo precisar ser bem demorado para que saia perfeito, eu acabo agindo com pressa e estragando tudo. A minha única saída é pensar no que aconteceria se saísse errado.


Procrastinação: Quantas vezes eu percebi que tinha de fazer algo em que existiria riscos de me dar mal se não fizer, mas preferi não fazer por que na hora parecia que minha mente e corpo cansavam com força...

Raiva irracional: Eu achava incrível como as vezes eu sentia raiva de casos bobos ou ate mesmo sem ter razão. Mas, posso dizer que pelo menos fora de casa estou totalmente zen.



FILME DDA/TDAH (2)

Para quem gostou do 1º post sobre filmes de TDAH's , vai gostar desse tambem...
Acabei me lembrando desta pérola da minha infância, um garoto que sonha acordado e que acaba tendo que enfrentar o mundo por causa disso.

 Unidos Para Vencer (Sidekicks)


Barry é um adolescente que é rejeitado pela maioria das pessoas da escola onde estuda e sofre agressões tanto físicas quanto psicológicas, este tipo de violência é conhecida como bullying. Uma das razões para isso acontecer talvez seja porque Barry costuma ficar aéreo muitas vezes, ou seja, ele vive sonhando acordado. Isso o faz motivo de chacota por onde ele passa. Todos esses devaneios que Barry tem são sobre um assunto em comum, aliás uma pessoa em comum: Chuck Norris. Barry é muito fã de Chuck Norris.

ARTIGO - SONHAR ACORDADO PODE ESTIMULAR O CÉREBRO



Ao contrário do que se acreditava, sonhar acordado estimularia o cérebro e permitiria ao mesmo resolver problemas complexos, segundo um novo estudo.



Este estudo, publicado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que uma mente sonhadora aumenta a atividade de várias regiões do cérebro.
O mais intrigante é que as partes do cérebro que permitem resolver problemas complexos apresentam uma atividade intensa quando uma pessoa pensa vagamente. Até hoje, no entanto, acreditava-se que elas ficavam em repouso, explicou à AFP a professora Kalina Christoff, especialista em cérebro e principal autora do estudo.
 

O trabalho, realizado com imagens obtidas por ressonância magnética (IRM), leva a crer também que “viajar” favorece mais a atividade do cérebro do que quando uma pessoa se concentra para executar uma tarefa rotineira, acrescentou Christoff, que é diretora do Laboratório de Ciências Neurológicas da Universidade da Columbia Britânica (UBC), no oeste canadense.
“As pessoas que sonham acordadas não são talvez tão concentradas quando executam uma tarefa, mas elas exigem mais recursos de seu cérebro”, declarou.
O estudo, segundo ela, fará com que mais pessoas revejam seus conceitos. “Nós fomos criados com a ideia de que divagar não é uma boa coisa, quando é totalmente o contrário”, acrescentou.
O ser humano gasta normalmente um terço de seu tempo com a mente vagando enquanto está acordado. “É uma grande parte de nossas vidas, mas isso foi amplamente ignorado pela Ciência”.







sonhando_acordadoSDSD



Finalmente, o grande sonhador está obtendo algum respeito. No passado, sonhar acordado era muitas vezes considerado uma falha da disciplina mental, ou pior. Freud rotulou a característica como infantil e neurótica. Livros de psicologia advertiam que ela poderia levar a psicoses. Neurocientistas reclamavam que as explosões de atividade em exames do cérebro interferiam com seus estudos de funções mentais mais importantes.

Porém, agora que pesquisadores analisaram esses pensamentos desgarrados, eles descobriram que sonhar acordado pode ser consideravelmente comum - e, muitas vezes, bastante útil. Uma mente divagante pode proteger você contra riscos imediatos, e mantê-lo na direção ao buscar objetivos de longo prazo. Sonhar acordado pode ser contraproducente, mas algumas vezes isso estimula a criatividade e ajuda na solução de problemas.
Uma mente divagante pode proteger você contra riscos imediatos, e mantê-lo na direção ao buscar objetivos de longo prazo

Imagine, por exemplo, estas três palavras: ocular, terra, aquecimento. Você consegue pensar em outra palavra que se relacione com as três? Caso não consiga, não se preocupe por enquanto. No momento em que voltarmos a discutir a significância científica deste quebra-cabeça, a resposta pode ocorrer a você através do "efeito incubação", à medida que sua mente divaga para longe do texto deste artigo - e, sim, sua mente provavelmente divagará, não importa o quão brilhante seja o restante desta coluna.

O divagar da mente, segundo definição dos psicólogos, é uma subcategoria do sonhar acordado, que é o termo mais amplo para todos os pensamentos e fantasias ¿ incluindo aqueles momentos em que você deliberadamente se coloca de lado, para imaginar você mesmo ganhando na loteria ou aceitando o prêmio Nobel. Porém, quando você tenta realizar algo e desliza para ¿pensamentos desvinculados à tarefa¿, isso é a mente divagante.

Durante as horas de despertar, a mente das pessoas parece divagar cerca de 30% do tempo, segundo estimativas de psicólogos que interromperam pessoas ao longo do dia para perguntar o quais eram seus pensamentos. Se você está dirigindo por uma estrada reta e vazia, sua mente pode divagar por três quartos do tempo, de acordo com dois dos principais pesquisadores, Jonathan Schooler e Jonathan Smallwood, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara.

"As pessoas deduzem que a mente divagante é algo ruim, mas se não pudéssemos fazer isso durante uma tarefa tediosa, a vida seria terrível", explica Smallwood. "Imagine se você não pudesse escapar mentalmente de um congestionamento".

Você ficaria preso observando a massa de carros parados, um exercício mental que é muito menos agradável do que sonhar com uma praia - e muito menos útil do que imaginar o que fazer assim que sair da estrada. Existe uma vantagem evolutiva com o sistema cerebral da mente divagante, afirma Eric Klinger, psicólogo da Universidade de Minnesota e um dos pioneiros nesse campo.

"Enquanto uma pessoa está ocupada com uma tarefa, esse sistema mantém a pauta maior do indivíduo mais fresca em sua mente", escreve Klinger em 'Handbook of Imagination and Mental Simulation'. "Assim, ele serve como um tipo de mecanismo de lembrete, aumentando a probabilidade de que as outras buscas de objetivos permanecerão intactas - e não se perderão na confusão de se buscar muitos objetivos".

Obviamente, muitas vezes é difícil dizer qual pauta é mais evolutivamente adaptável em dado momento. Se, enquanto o professor dá aula, os alunos começarem a observar colegas do sexo oposto sentados por perto, seus cérebros estarão perdendo conhecimento vital ou trabalhando na pauta mais importante de encontrar um parceiro? Depende da aula.

Mas mente divagante parece claramente uma estratégia duvidosa, se, por exemplo, você está colado demais no carro da frente - e ele freia. Ou, para citar atividades que foram estudadas em laboratório, quando você está sentado sozinho, lendo 'Guerra e Paz' ou 'Razão e Sensibilidade'.

Se a sua mente está em algum outro lugar enquanto seus olhos percorrem as palavras de Tolstoi ou Austen, você está perdendo seu próprio tempo. Seria melhor fechar o livro e fazer algo mais satisfatório ou produtivo do que "leitura desatenciosa", como os pesquisadores chamam isso.

Porém, quando pessoas se sentam num laboratório com nada em pauta, exceto ler um romance e relatar quando sua mente divaga, num período de meia hora eles geralmente relatam de um a três episódios. E esses são apenas os lapsos que eles próprios percebem, graças a seus cérebros divagantes estarem num estado de "meta-consciência", como o fenômeno é chamado por Schooler.

Ele e outros pesquisadores também estudaram as muitas outras ocasiões em que os leitores não percebem suas próprias mentes divagantes, uma condição conhecida na literatura psicológica como "hiperfoco" (para variar, jargão técnico). Quando os pesquisadores interrompiam esporadicamente a leitura dos participantes para perguntar se suas mentes estavam no texto naquele momento, cerca de 10% das vezes eles respondiam que seus pensamentos estavam em outro lugar - mas eles não estavam cientes da divagação até serem questionados a respeito.
"É assombroso pensar que escorregamos para dentro e para fora com tanta frequência que nem mesmo percebemos que tínhamos saído", diz Schooler. "Temos essa intuição de que somos obrigados a saber o que se passa em nossas mentes: penso, logo existo. Esse é o último bastião do que sabemos, e nós nem mesmo sabemos isso tão bem".
A frequência do hiperfoco mais do que dobrou em experimentos de leitura envolvendo fumantes que desejavam um cigarro, e com pessoas que receberam um coquetel de vodka antes de começar a ler "Guerra e Paz".
Além de aumentar a quantidade de divagações, a pessoa deixou o álcool com menos chances de perceber quando sua mente divagava do texto de Tolstoi. Em outro experimento de leitura, os pesquisadores distorceram uma série de frases consecutivas, trocando a posição de dois substantivos em cada uma - da forma como "álcool" e "pessoa" foram trocadas na frase anterior deste parágrafo. No experimento em laboratório, mesmo com os leitores sendo avisados para procurar partes sem sentido em algum lugar da história, apenas a metade deles visualizou as trocas à primeira vista. O restante leu a primeira frase distorcida e continuou adiante, passando por diversas outras antes de notar qualquer coisa fora de ordem.
Para mensurar mais diretamente a divagação mental, Schooler e dois psicólogos da Universidade de Pittsburgh, Erik D. Reichle e Andrew Reinebergm, usaram uma máquina que rastreava o movimento dos olhos dos participantes enquanto liam "Razão e Sensibilidade" numa tela de computador. É bom que Jane Austen não esteja por aqui para ver os resultados do experimento, que deverão aparecer numa das próximas edições da Psychological Science.
Ao comparar os movimentos dos olhos com a prosa na tela, os pesquisadores podiam dizer se alguém estava desacelerando para entender frases complexas ou simplesmente varrendo as letras sem compreender. Eles descobriram que, quando a mente da pessoa divaga, o episódio pode durar até dois minutos.

Exatamente para onde a mente vai nesses momentos? Ao observar pessoas em descanso durante exames cerebrais, neurocientistas identificaram uma "rede padrão" ativada quando as mentes das pessoas estão especialmente livres para divagar. Quando as pessoas assumem uma tarefa, a rede executiva do cérebro se ilumina para emitir comandos, e a rede padrão muitas vezes fica suprimida.

Mas, em alguns episódios de divagação mental, ambas as redes disparam simultaneamente, de acordo com um novo estudo conduzido por Kalina Christoff, da Universidade da Columbia Britânica. Por que as duas redes ficam ativas ainda é motivo de discussão. Uma escola teoriza que a rede executiva está trabalhando para controlar os pensamentos desgarrados e colocar a mente de volta na tarefa.

Outra escola de psicólogos, que inclui os pesquisadores de Santa Barbara, teoriza que as duas redes trabalham sobre pautas além da tarefa imediata. Essa teoria poderia ajudar a explicar por que, segundo alguns estudos, pessoas inclinadas a divagar também conseguem maiores pontuações em testes de criatividade, como o quebra-cabeça de associação de palavras mencionado anteriormente. Talvez, ao colocar as duas redes do cérebro para trabalhar simultaneamente, essas pessoas tenham maior probabilidade de perceber que a palavra que se relaciona com ocular, terra e aquecimento é globo: como em "globo ocular" "globo", e "aquecimento global".

Para encorajar esse processo criativo, Schooler diz, pode ajudar se você sair para correr, caminhar, fizer tricô ou apenas se sentar rabiscando papel - isso porque tarefas relativamente simples parecem libertar sua mente para divagar de maneira produtiva. Mas você também quer ser capaz de se surpreender no momento "eureca".

"Para a criatividade, você precisa que sua mente divague", afirma Schooler, "mas você também precisa ser capaz de perceber que está divagando, e capturar a ideia quando ela aparece. Se Arquimedes encontrasse uma solução na banheira, mas não percebesse que havia tido a ideia, que bem isso lhe teria proporcionado?"

o passado, sonhar acordado era muitas vezes considerado uma falha da disciplina mental, ou pior. Freud rotulou a característica como infantil e neurótica. Livros de psicologia advertiam que ela poderia levar a psicoses. Neurocientistas reclamavam que as explosões de atividade em exames do cérebro interferiam com seus estudos de funções mentais mais importantes.

Porém, agora que pesquisadores analisaram esses pensamentos desgarrados, eles descobriram que sonhar acordado pode ser consideravelmente comum - e, muitas vezes, bastante útil. Uma mente divagante pode proteger você contra riscos imediatos, e mantê-lo na direção ao buscar objetivos de longo prazo. Sonhar acordado pode ser contraproducente, mas algumas vezes isso estimula a criatividade e ajuda na solução de problemas.

Imagine, por exemplo, estas três palavras: ocular, terra, aquecimento. Você consegue pensar em outra palavra que se relacione com as três? Caso não consiga, não se preocupe por enquanto. No momento em que voltarmos a discutir a significância científica deste quebra-cabeça, a resposta pode ocorrer a você através do "efeito incubação", à medida que sua mente divaga para longe do texto deste artigo - e, sim, sua mente provavelmente divagará, não importa o quão brilhante seja o restante desta coluna.

O divagar da mente, segundo definição dos psicólogos, é uma subcategoria do sonhar acordado, que é o termo mais amplo para todos os pensamentos e fantasias ¿ incluindo aqueles momentos em que você deliberadamente se coloca de lado, para imaginar você mesmo ganhando na loteria ou aceitando o prêmio Nobel. Porém, quando você tenta realizar algo e desliza para ¿pensamentos desvinculados à tarefa¿, isso é a mente divagante.

Durante as horas de despertar, a mente das pessoas parece divagar cerca de 30% do tempo, segundo estimativas de psicólogos que interromperam pessoas ao longo do dia para perguntar o quais eram seus pensamentos. Se você está dirigindo por uma estrada reta e vazia, sua mente pode divagar por três quartos do tempo, de acordo com dois dos principais pesquisadores, Jonathan Schooler e Jonathan Smallwood, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara.

"As pessoas deduzem que a mente divagante é algo ruim, mas se não pudéssemos fazer isso durante uma tarefa tediosa, a vida seria terrível", explica Smallwood. "Imagine se você não pudesse escapar mentalmente de um congestionamento".

Você ficaria preso observando a massa de carros parados, um exercício mental que é muito menos agradável do que sonhar com uma praia - e muito menos útil do que imaginar o que fazer assim que sair da estrada. Existe uma vantagem evolutiva com o sistema cerebral da mente divagante, afirma Eric Klinger, psicólogo da Universidade de Minnesota e um dos pioneiros nesse campo.

"Enquanto uma pessoa está ocupada com uma tarefa, esse sistema mantém a pauta maior do indivíduo mais fresca em sua mente", escreve Klinger em 'Handbook of Imagination and Mental Simulation'. "Assim, ele serve como um tipo de mecanismo de lembrete, aumentando a probabilidade de que as outras buscas de objetivos permanecerão intactas - e não se perderão na confusão de se buscar muitos objetivos".

Obviamente, muitas vezes é difícil dizer qual pauta é mais evolutivamente adaptável em dado momento. Se, enquanto o professor dá aula, os alunos começarem a observar colegas do sexo oposto sentados por perto, seus cérebros estarão perdendo conhecimento vital ou trabalhando na pauta mais importante de encontrar um parceiro? Depende da aula.

Mas mente divagante parece claramente uma estratégia duvidosa, se, por exemplo, você está colado demais no carro da frente - e ele freia. Ou, para citar atividades que foram estudadas em laboratório, quando você está sentado sozinho, lendo 'Guerra e Paz' ou 'Razão e Sensibilidade'.

Se a sua mente está em algum outro lugar enquanto seus olhos percorrem as palavras de Tolstoi ou Austen, você está perdendo seu próprio tempo. Seria melhor fechar o livro e fazer algo mais satisfatório ou produtivo do que "leitura desatenciosa", como os pesquisadores chamam isso.

Porém, quando pessoas se sentam num laboratório com nada em pauta, exceto ler um romance e relatar quando sua mente divaga, num período de meia hora eles geralmente relatam de um a três episódios. E esses são apenas os lapsos que eles próprios percebem, graças a seus cérebros divagantes estarem num estado de "meta-consciência", como o fenômeno é chamado por Schooler.

Ele e outros pesquisadores também estudaram as muitas outras ocasiões em que os leitores não percebem suas próprias mentes divagantes, uma condição conhecida na literatura psicológica como "hiperfoco" (para variar, jargão técnico). Quando os pesquisadores interrompiam esporadicamente a leitura dos participantes para perguntar se suas mentes estavam no texto naquele momento, cerca de 10% das vezes eles respondiam que seus pensamentos estavam em outro lugar - mas eles não estavam cientes da divagação até serem questionados a respeito.
"É assombroso pensar que escorregamos para dentro e para fora com tanta frequência que nem mesmo percebemos que tínhamos saído", diz Schooler. "Temos essa intuição de que somos obrigados a saber o que se passa em nossas mentes: penso, logo existo. Esse é o último bastião do que sabemos, e nós nem mesmo sabemos isso tão bem".
A frequência do hiperfoco mais do que dobrou em experimentos de leitura envolvendo fumantes que desejavam um cigarro, e com pessoas que receberam um coquetel de vodka antes de começar a ler "Guerra e Paz".
Além de aumentar a quantidade de divagações, a pessoa deixou o álcool com menos chances de perceber quando sua mente divagava do texto de Tolstoi. Em outro experimento de leitura, os pesquisadores distorceram uma série de frases consecutivas, trocando a posição de dois substantivos em cada uma - da forma como "álcool" e "pessoa" foram trocadas na frase anterior deste parágrafo. No experimento em laboratório, mesmo com os leitores sendo avisados para procurar partes sem sentido em algum lugar da história, apenas a metade deles visualizou as trocas à primeira vista. O restante leu a primeira frase distorcida e continuou adiante, passando por diversas outras antes de notar qualquer coisa fora de ordem.
Para mensurar mais diretamente a divagação mental, Schooler e dois psicólogos da Universidade de Pittsburgh, Erik D. Reichle e Andrew Reinebergm, usaram uma máquina que rastreava o movimento dos olhos dos participantes enquanto liam "Razão e Sensibilidade" numa tela de computador. É bom que Jane Austen não esteja por aqui para ver os resultados do experimento, que deverão aparecer numa das próximas edições da Psychological Science.
Ao comparar os movimentos dos olhos com a prosa na tela, os pesquisadores podiam dizer se alguém estava desacelerando para entender frases complexas ou simplesmente varrendo as letras sem compreender. Eles descobriram que, quando a mente da pessoa divaga, o episódio pode durar até dois minutos.

Exatamente para onde a mente vai nesses momentos? Ao observar pessoas em descanso durante exames cerebrais, neurocientistas identificaram uma "rede padrão" ativada quando as mentes das pessoas estão especialmente livres para divagar. Quando as pessoas assumem uma tarefa, a rede executiva do cérebro se ilumina para emitir comandos, e a rede padrão muitas vezes fica suprimida.

Mas, em alguns episódios de divagação mental, ambas as redes disparam simultaneamente, de acordo com um novo estudo conduzido por Kalina Christoff, da Universidade da Columbia Britânica. Por que as duas redes ficam ativas ainda é motivo de discussão. Uma escola teoriza que a rede executiva está trabalhando para controlar os pensamentos desgarrados e colocar a mente de volta na tarefa.

Outra escola de psicólogos, que inclui os pesquisadores de Santa Barbara, teoriza que as duas redes trabalham sobre pautas além da tarefa imediata. Essa teoria poderia ajudar a explicar por que, segundo alguns estudos, pessoas inclinadas a divagar também conseguem maiores pontuações em testes de criatividade, como o quebra-cabeça de associação de palavras mencionado anteriormente. Talvez, ao colocar as duas redes do cérebro para trabalhar simultaneamente, essas pessoas tenham maior probabilidade de perceber que a palavra que se relaciona com ocular, terra e aquecimento é globo: como em "globo ocular" "globo", e "aquecimento global".

Para encorajar esse processo criativo, Schooler diz, pode ajudar se você sair para correr, caminhar, fizer tricô ou apenas se sentar rabiscando papel - isso porque tarefas relativamente simples parecem libertar sua mente para divagar de maneira produtiva. Mas você também quer ser capaz de se surpreender no momento "eureca".

"Para a criatividade, você precisa que sua mente divague", afirma Schooler, "mas você também precisa ser capaz de perceber que está divagando, e capturar a ideia quando ela aparece. Se Arquimedes encontrasse uma solução na banheira, mas não percebesse que havia tido a ideia, que bem isso lhe teria proporcionado?"

 FONTE:
http://noticias.terra.com.br/ 
VANCOUVER, Canadá (AFP) – Publicado em por Érico Souza

quinta-feira, 1 de março de 2012

ACONTECEU COMIGO....



Imagine um filho normal de 16 anos que vai obedecer ao pai quando ele manda comprar pilhas...

Agora imagine um filho de 16 anos com TDAH que vai obedecer ao pai quando ele manda comprar pilhas....

Era algo rotineiro e tal... mas naquele lindo dia eu viajei bem na hora que estava com as pilhas na mão e pronto para pagar...

Resultado: Eu cheguei a sair um pouco mais de um passo do Hipermercado quando meu pai que estava La me esperando, viu eu com o dinheiro na mão e as pilhas sem estarem na sacola, e ai me perguntou:

"Ué? você não pagou as pilhas não"

dei aquela batida na minha testa e voltei em ritmo acelerado para o caixa... (Era um lugar grande.. tipo walmart)

Quando eu estava a uns 30 passos do caixa eu dei uma pequena olhada para trás e deu para perceber um segurança me seguindo e falando com alguém pelo rádio

"É... vamos ver se ele vai pagar mesmo"

Tive que aguentar uma bronca daquelas do meu pai, dizendo que eu poderia ter sido preso e que não iam acreditar em mim se dissesse que esqueci de pagar...

Mas, apesar de tudo, até hoje agradeço a Deus por não ter permitido que o segurança me prendesse bem na hora que tinha colocado o pé fora do hipermercado, pois, poderia estar até hoje com a ficha suja...

PEREGRINANDO (12) ACELEREÇÃO DE APRENDIZAGEM INICIAL DE TDAH


Como eu disse várias vezes neste blog... nossa aceleração inicial no aprendizado é muito lenta, mas depois de um tempo nossa velocidade pode ultrapassar o normal...

Hoje eu estou prestes a fazer pós graduação em Gestão do 3º setor....

mas e no inicio do meu aprendizado? Posso dizer que demorei para aprender muitas coisas simples da vida, e sempre por causa de 2 fatores:

A- Não haver necessidade do conhecimento, até o dia que aprendi;

B- Não me interessar em saber, até que vi que atrasei demais o aprendizado e ia passar vergonha.

Agora, vou mostrar agora que vocês, TDAH'S, nunca estiveram sozinhos nessa....


COISAS QUE DEMOREI A APRENDER ( Que consigo me lembrar agora) :


  • Ver as horas em relógio de ponteiro: Só com 10 anos....
  • Dar nó no cardaço do tênis: 8 anos (eu amarrava os cardaços no tornozelo)
  • Acender o fogão com fósforo: 13 anos (tinha medo de tentar acender)
  • Trocar lampada: Não lembro a idade... mas sei que demorei....
  • Datas de Aniversários e idades de meus pais: Até hoje ta dificil lembrar (eu os amo muito... mas sempre esqueço de tentar gravar)
  • Parar de segurar garfo e colher igual como se segura um martelo: A partir dos 13 anos, (Pois vi que era ridículo)
  • Parar de falar "Nóquio" ao invés de "NÓ": 09 anos