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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NOTICIA TDAH: Escocês é diagnosticado com 'atraso crônico'

Foto: Reuters

Um homem que chegou atrasado a todo e qualquer compromisso da sua vida – de funerais a encontros românticos – teve sua demomra crônica diagnosticada como uma condição médica. Jim Dunbar sempre tem se atrasado para o trabalho, em férias, para refeições com amigos, já deixou muitas mulheres à espera por ele em encontros e até teve de se esgueirar em funerais muito tempo depois de terem começado.
O homem de 57 anos conta que sua impressionantemente baixa pontualidade foi diagnosticada como uma condição médica em uma consulta no Hospital Ninewells em Dundee, na Escócia – para a qual ele chegou 20 minutos atrasado. Dunbar, habitante da cidadezinha escocesa de Forfar, ainda luta para chegar na hora de seus compromissos, apesar de seu diagnóstico de atraso crônico.


Acredita-se que a condição é causada pela mesma parte do cérebro afetada por aqueles que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção (TDA), o que significa que Dunbar não consegue avaliar corretamente quanto tempo ele leva para concluir suas atividades. Consequentemente, o escocês se atrapalha com os horários e não é capaz de chegar no momento certo nunca.
“A razão pela qual eu quero que divulgar isso é porque eu tenho certeza que existem outras pessoas com o mesmo problema que eu e eu quero que eles percebam que a culpa não é deles”, conta. “Eu costumava me culpar e pensava ‘Por que não consigo chegar nunca a tempo?’. Eu já perdi um monte de empregos. Posso entender a reação das pessoas e por que não acreditam em mim”, lamenta-se.
Alguns psicólogos acreditam que o atraso crônico pode ser um sintoma de um transtorno de humor subjacente, como a depressão. De fato, muitas pessoas que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção reclamam que lutam diariamente para se manter no horário de seus compromissos.
Um estudo recente com mais de 200 pessoas, realizado pela Universidade Estadual de San Francisco, Califórnia, Estados Unidos, mostrou que 17% das pessoas pesquisadas eram atrasadas crônicas. Aqueles que não conseguem ser pontuais apresentam padrões semelhantes de comportamento de quem tem TDA, incluindo problemas de ansiedade e de autocontrole. Porém, uma boa notícia: os pesquisadores dizem que o problema, que afeta tanto o lado pessoal quanto a parte profissional, não é irreversível.
Psicólogos recomendam que as pessoas afetadas se forcem a trabalhar com prazos não negociáveis, monitorem o tempo que levam para executar determinadas tarefas e sempre planejar chegar um considerável tempo mais cedo nos lugares.
Dunbar recentemente tentou ir ao cinema e sabendo que poderia ser um problema chegar no horário da sessão das 19 horas, ele se deu 11 horas de antecipação. Mesmo assim, conseguiu chegar 20 minutos atrasado.
“Levantei-me às 8h15 para ir ver o filme do David Bowie em Dundee, que começava às sete da noite. Eu sabia que horas deveria estar lá. Isso me desanima muito e sei que é chato para os outros quando você chega atrasado”.
O ex-funcionário público tem um relógio especial em sua sala de estar, que utiliza frequências de rádio sintonizadas com um transmissor nacional para se certificar de que o tempo exibido é sempre o correto (até os segundos), mas nem isso ajuda. Ele alega já ter tentado usar relógio de pulso, atrasar os demais relógios da casa, mas ainda não encontrou uma solução.
Dunbar relata que teve de viver com esta condição durante toda a sua vida. Desde a época em que ia para a escola (ele consegue se lembrar de estar atrasado para a aula quando tinha cinco anos de idade), até o diagnóstico no ano passado, Dunbar diz que culpou a si mesmo. “Minha família não acredita em mim e acha que eu estou inventando desculpas”.
“Eu estive atrasado para funerais, tive que entrar escondido e ficar no fundo da sala. Eu combinei com um amigo de passar pegá-lo num determinado dia para viajarmos. Deveria estar lá ao meio-dia para irmos, mas cheguei com quatro horas de atraso. Ele ficou furioso porque tínhamos reservas e tudo mais. Outra vez, um amigo me convidou para uma refeição e acabei me encontrando com ele mais de três horas depois do combinado. Isso tem afetado toda a minha vida”, lembra.
No entanto, alguns especialistas são céticos quanto ao diagnóstico de Dunbar. “A condição não consta no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, então eu não tenho certeza de que você pode realmente chamá-la de uma condição médica”, afirma Sheri Jacobson, psicoterapeuta e diretora da Clínica Terapêutica Harley, em Londres, Grã Bretanha.
“O atraso repetido geralmente é um sintoma de uma doença subjacente, como o TDA ou a depressão, mas também pode ser apenas um hábito. “Eu acho desaconselhável fazer de todo comportamento humano cotidiano uma condição médica”, opina. [Daily Mail]

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

NOTICIA - JUSTIÇA OBRIGA ESCOLA A ACEITAR MATRICULA DE ALUNO COM TDAH


A Justiça de Goiás concedeu liminar que obriga uma escola de Goiânia a aceitar a renovação de matrícula de um aluno, de 8 anos, que havia sido rejeitada devido ao diagnóstico de deficit de atenção e hiperatividade.

A sentença é da juíza Mônica Neves Soares e deve ser cumprida em 48 horas.

 Após a rejeição da matrícula, a mãe da criança recorreu ao Conselho Estadual de Educação e uma reunião foi realizada entre as partes para solucionar o impasse. Segundo Leonardo Borba Ferreira, advogado que representou a família, teria ficado acertado que o estudante continuaria na unidade escolar, mas, posteriormente, a escola novamente teria se recusado a fazer a matrícula.

No processo, a defesa do Colégio Ipê alegou que há um procedimento disciplinar cumulativo contra o aluno, que já teria "atingido sua cota". O diretor da escola, Jonas Cândido Ferreira, contou que recebeu a notificação e que irá responder judicialmente. “Só posso dizer que vamos recorrer”.

De acordo com a liminar, o colégio deve aceitar a matrícula em 48 horas sob pena de multa de R$ 5 mil.

A juíza avaliou que a negativa da escola poderia provocar abalos psicológicos na criança, que já tem maturidade para assimilar os motivos alegados pela escola.  Para ela, é abusivo e ilegal o ato da escola de impedir a renovação da matrícula.

A juíza citou na sentença o artigo 53, do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que garante o acesso à educação e igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.

FONTE: http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2012/12/19/justica-obriga-escola-aceitar-matricula-de-aluno-com-deficit-de-atencao-e-hiperatividade.jhtm

terça-feira, 27 de março de 2012

A COLHEITA DE QUEM PLANTOU VENTO... RAFINHA BASTOS, E SUA ARTE DO INSULTO!!

 

  No inicio de 2011 Rafael Bastos postou no seu twiter a seguinte frase:

 

 ” Déficit de atenção…é a medicina tentando diminuir o sofrimento dos pais por terem dado a luz um filho idiota”

 

  Eu,  que era um admirador do trabalho dele tinha ficado ofendido, mas eu sabia muito bem o futuro que este tipo de pessoa acaba tendo, bastou esperar um pouco e ele passou dos limites com quem não devia, e com isso, é banido de um programa do momento para ir para uma emissora que esta tão falida que teve de demitir os integrantes do programa que mais dava audiência na emissora. Eu não ficaria surpreso se com o passar de mais um ano, ele acabasse preso de uma vez. Uma pessoa que busca o auto crescimento ao denegrir aqueles que lutam pela sobrevivência nesta sociedade que persegue debaixo dos panos aqueles que mais precisam se esforçar para continuar vivendo.


Mas o que achei mais incrível, é que em todo este tempo não encontrei quase nada sobre este fato, ele falou oque quis e ficou por isso mesmo, não teve associação dos TDAHs reclamando, nem pais bravos, nem jornais repercutindo o fato, quase nada...


Segue abaixo os únicos materiais que encontrei sobre este fato na internet:


1- Rafinha Bastos, sem graça e totalmente ignorante
Prezados Senhores,


 Passo aqui, carta enviada ao MPF e ao Exmo. Sr Ministro das Comunicações e órgãos de defesa das crianças e adolescentes deste país, bem como informo que a mesma será dirigida á Associação Nacional dos disléxicos AND endereço: ( http://www.andislexia.org.br/):
Pedimos a este grande jornal que a publique como resposta á reportagem do Sr Rafinha Bastos, feita em seu jornal no dia 22 de maio de 2011 no caderno Ilustrada página e-1.



"Venho aqui solicitar a Vsas severas providências contra uma personalidade pública, formadora de opinião, que com suas declarações em forma de "piadas" de muito mau gosto, incitam á discriminação e ao temido Bullyng, que atualmente vem sendo tão fortemente combatido a nível mundial.

No Jornal Folha de São Paulo de hoje, na sua seção Ilustrada, página E-1, a "piada" de muito mau gosto nos deixa estarrecidos e ao mesmo tempo preocupados com sua repercussão.

Diz o pretenso humorista : " Déficit de atenção... é a medicina tentando diminuir o sofrimento dos pais por terem dado á luz a um filho idiota"

Senhores, meu filho tem dislexia e por conseguinte, desenvolveu o TDAH, ou, Déficit de atenção, e somente quem passa por este drama sabe das dificuldades que enfrenta diariamente para adapta-lo a uma sociedade competitiva, e torna-lo um cidadão consciente e prestativo, sem mencionar o trabalho cotidiano de aumentar a auto-estima de qualquer criança que se sente diferente por não poder acompanha o ritmo normal dentro de uma sala de aula, ou por não poder se fazer entender no meio social.

Este trabalho com crianças TDAH, além de exercícios com profissionais da área da fonoaudiologia, neurologia,terapeutas, ainda incluem medicação de tarja preta, ministradas a crianças inclusive com idades variando de 5 anos, onde o laboratório que produz o medicamento, efetua rigoroso acompanhamento.

Meu filho tem dez anos, e não merece ser taxado por " idiota" como alude o comediante sem sentido em público.

Assim como nós, acreditamos , que muitos pais que passam por este problema, também estão chocados com estas infelizes declarações, bem como, sentem-se moralmente atingidos.

Onde está o ECA nesta hora, para proteger nossas crianças ?

Se já errado é através de um cidadão comum proferir tal grosseria sem sentido, o que dirão os senhores de um personagem público e formador de opinião ?

Há poucos dias vimos pela nossa TV manifestações contra o abuso sexual contra menores, as palavras proferidas pelo sr Rafael Bastos, não deixa de ser um abuso contra crianças, mas neste caso moral, usando de seu direito de estar perante á mídia, o que propaga ainda mais esta atrocidade e violência descabida.

Peço pois aos senhores, que atentem minuciosamente ao que aqui foi relatado, e que o sr Rafael Bastos receba a punição que nossa Lei prescreve, e que não seja somente uma desmentido público, ou retratação, mas sim, que sua pena seja trabalhar em comunidades com crianças TDAH, para que aprenda a não ofender mais, e nem falar sobre o que claramente desconhece.

Não faço só em nosso nome este pedido, mas em nome de meu filho, que é um cidadão, protegido por Lei especial,  Lei Estadual 12.524, mas por tantos outros pequenos cidadãos atingidos moralmente por este "comediante" sem graça ou sentido cívico .

Atenciosamente
Julio Cesar Camerini e Mirta Herrera Camerini
Postado por RWY 10 TV às 13:25"

2- Humor e Baixaria

Não sou muito de escrever aqui (ou em qualquer lugar) meu TDAH me impede de me concentrar por muito tempo em qualquer assunto sem digressões que geralmente me levam a quilômetros de distância do assunto original. Achei entretanto pertinente umas palavrinhas sobre o mané Rafinha Bastos, que junto a mais uns otários faz 'graça' com os outros nessa bosta chamada CQC.
Esses dias assistindo ao Two and a Half Men, único seriado que assisto, de vez em quando, me veio um insight sobre o humor, e a diferença entre humor e baixaria. Já dizia o Humberto Eco no "O Nome da Rosa" que supostamente o livro Comédia de Aristóteles, de existência nunca comprovada, começaria com uma invectiva de que ao fazer humor se procurasse sempre o que já é risível e ridículo pra fazer graça. A graça que se faz em cima do que é diferente, ou desconhecido não é graça, é simplesmente preconceito e covardia.
Nesse episódio do seriado estadunidense o personagem principal, do Charlie Sheen, na maior ressaca, tentando reatar com sua noiva, levanta trôpego e cambaleia pela lanchonete a procura do banheiro e acaba vomitando dentro de um carrinho de bebê, devidamente ocupado pelo próprio. Morri de rir!
Qual a diferença entre vomitar em um bebê e dizer que comeria uma mãe e seu feto?
O  simples fato da personalização.
Na cena do seriado, o bebê é um personagem irreal, ele não existe, e o fato, hediondo, pela condição de ficção não ofende ninguém que não seja um puritano conservador. É uma cena que só ridiculariza o próprio personagem sem atentar contra ninguém.
Já o débil mental Rafinha Bostas ultrapassa os limites do bom gosto e do humor ao mencionar uma pessoa real (por mais idiota que ela mesma seja) e entra no campo do bullying, da opressão de alguém que naquele momento não pode se defender. Ele me lembra aqueles idiotas da minha infância que, por mais fortes ou mais ricos, me injuriavam e ridicularizavam, justamente por eu ser mais pobre, mais fraco que eles ou em menor número, covardes.
Esse covarde arrogante tem o DNA do canalha que não vê limites ao pisar nos outros pra conseguir uns trocados a mais, e tem quem goste e pague por isso!
O mundo está mesmo perdido.

FONTE: http://amoralnato.blogspot.com.br/